Minha Casa Minha Vida beneficia mais de 5 mil famílias em abril

Mais de 5,2 mil famílias foram contempladas com moradias do Minha Casa Minha Vida em abril. Durante o mês, o programa entregou apartamentos e casas em 11 estados – Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Tocantins –, concretizando o sonho da casa própria para 20 mil pessoas. 2015-05-04_grafico-unidades-regiao

O Pará foi o estado que liderou as entregas em abril. Foram 968 casas no Residencial Jardim do Éden, em Marabá, a 650 quilômetros de Belém. Foram investidos R$ 58 milhões nos imóveis de dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço, destinados a famílias com renda de até R$ 1,6 mil.

Por região, o Sudeste respondeu por 46,7% das novas residências no período. Em São Paulo, foram entregues 878 moradias. Com R$ 74,7 milhões em investimentos, elas beneficiarão mais de 3,5 mil pessoas. Na cidade de Atibaia, interior paulista, os moradores dos residenciais Jerônimo de Camargo I e II são famílias que viviam em área de risco e agora moram em condomínios com infraestrutura completa e estação de esgoto exclusiva.
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Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, moradores de uma área de alagamento também receberam as chaves de apartamentos do Minha Casa Minha Vida. Foram entregues 500 unidades, nas quais houve investimento de R$ R$ 31,4 milhões.

Entidades e Rural

O Minha Casa Minha Vida Entidades, braço do programa feito em parceria com as organizações sociais, entregou 360 casas nas cidades de São Leopoldo (RS) e Itaquaquecetuba, Grande São Paulo. Nesta última, o condomínio Vila São Miguel, foi todo construído em sistema de mutirão.

Já o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), mais conhecido como Minha Casa Minha Vida Rural, foi responsável por entregas as chaves de 111 casas pelo interior do país. Em Vitória da Conquista (BA), descendentes de quilombolas receberam 73 casas.

Em Itaberaí (GO), os contemplados foram 23 agricultores da região. Além de casa nova, os imóveis contam com biodigestores. Santa Catarina registrou a entrega de 15 casas para indígenas.

 

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Primeiras casas construídas para comunidade quilombola são entregues na Bahia

A CAIXA entregou 73 unidades do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) na cidade de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia. A obra é resultado de uma parceria entre o Governo Federal e a Associação de Agricultores Familiares da Comunidade Remanescente de Quilombos de Lagoa de Maria Clemência.

Essa foi a primeira comunidade quilombola do estado da Bahia a ter o contrato no âmbito do PNHR encerrado, com o recebimento das chaves. No total, foram investidos R$ 2 milhões na construção das unidades, sendo que cada uma possui 42m² e é composta de dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço.

30042015_quilombolaAs moradias construídas pelo Programa Nacional de Habitação Rural sob a coordenação da Associação Quilombola da Comunidade de Maria Clemência contaram com um investimento do Governo Federal de R$ 28,5 mil por unidade, sendo a CAIXA o agente financeiro. Desse valor, a família beneficiada pagará apenas 4%, sendo que os outros 96% são subsidiados pelo programa do governo federal.

A solenidade de entrega foi realizada nesta quarta-feira (29) em frente à sede da associação, na zona rural do município. A gerente geral da agência Vitória da Conquista, Maria Rita Pereira Moura e Rocha, lembrou que a entrega de chaves faz parte da rotina dos empregados da CAIXA, mas o momento era especial. “É uma honra participar de um evento como esse e ver a força, a emoção e o empenho de todos os envolvidos resultarem em benefícios para a comunidade.”

A presidente da associação, Viviana dos Santos, citou a importância do programa do governo federal e da atuação da CAIXA e de seus empregados. “A instituição CAIXA está de parabéns por ser um importante agente implementador de políticas públicas, mas é preciso ter empregados comprometidos para fazer isso acontecer”, enfatizou.

PNHR
O PNHR é parte integrante do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e foi criado pela necessidade de uma política habitacional que atendesse às especificidades da moradia no campo. As diferenças em relação ao meio urbano – como cultura, forma de remuneração, gleba de terra e logística para construção – passaram a ser consideradas nos programas de moradia para a população do meio rural.

Enquadram-se no PNHR os agricultores familiares e trabalhadores rurais, além de pescadores artesanais, extrativistas, aquicultores, maricultores, piscicultores, ribeirinhos, comunidades quilombolas, povos indígenas e demais comunidades tradicionais.

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Minha Casa Minha Vida Entidades entrega condomínio construído em mutirão na Grande São Paulo

José Nilton de Souza sentiu-se duplamente orgulhoso na entrega de 138 apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida Entidades na Vila São Miguel, em Itaquaquecetuba (SP), Grande São Paulo, neste sábado (25). Além de receber as chaves de um apartamento de dois quartos, ele participou dos mutirões da construção da vila. “Descobri que podia construir meu sonho e o de outras pessoas”, afirmou ele, que trocou a profissão de mecânico para trabalhar como encarregado de obras da Vila São Miguel.

Desde sábado, José Nilton substituiu um aluguel de R$ 350 por prestações mensais de R$ 45. Esta obra acabou, mas ele seguirá para o canteiro de obras de outro projeto de mutirão na mesma cidade. Demanda não falta. Hoje, mais 2,4 mil unidades do Minha Casa Minha Vida estão em construção na cidade. E segundo a prefeitura, em torno de 160 mil dos 330 mil habitantes da Itaquaquecetuba vivem em áreas de assentamento irregular (48% do total).

2015-04-27_itaquaquecetuba-interna-01Entre os sonhos que José Nilton ajudou a construir está o de Maria Aparecida Oliveira Souza, que comemorou o recebimento das chaves no parquinho da vila com as filhas Isabelle, de 8 anos, e Ariel, 17.

Depois da casa própria, seu novo projeto é montar um salão de beleza na região. “Nas redondezas não vi nenhum salão. Vou cuidar da beleza de minhas vizinhas e das finanças da vila, porque serei subsíndica.”

Para assumir a função no condomínio, Maria Aparecida fez um curso oferecido aos moradores pela CAIXA e o Centro de Promoção Humana e Cidadania, ONG parceira na execução do projeto.

Exemplo de cidadania

Na Vila São Miguel foram investidos mais de R$ 12 milhões, sendo R$ 6,7 milhões do Fundo de Desenvolvimento Social, R$ 5,2 milhões do governo paulista e R$ 590 mil do Centro de Promoção Humana e Cidadania, entidade organizadora do empreendimento. O condomínio é destinado a famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil.

A vila é composta por seis blocos de 20 apartamentos e um com 18. O projeto inclui três apartamentos adaptados para pessoas com deficiência, dois centros comunitários e parquinho infantil. Cada unidade tem 47 metros quadrados e varandas integradas às escadas, que proporcionam mais convivência. Há ventilações protegidas por redes mosqueteiras nas cozinhas e grades de proteção nas janelas dos andares térreos.

Para a superintendente nacional de Habitação Rural da CAIXA, Noemi Lemes, mutirões para a construção de moradias do programa Minha Casa Minha Vida Entidades são exemplos práticos de cidadania e solidariedade que contribuem para o desenvolvimento de municípios como Itaquaquecetuba. Mais do que imóveis, ressaltou ela, a empreitada cria novas perspectivas e oportunidades de vida.

Projeto sustentável

Como exemplificou Noemi Lemes, o projeto da Vila São Miguel vai além do concreto. A sustentabilidade entrará no dia a dia dos moradores com a estação de tratamento de esgoto, caixa de retenção de água da chuva para evitar alagamentos e lixeiras para materiais recicláveis. A segurança também foi contemplada no projeto com cerca elétrica no muro alto.

Gás encanado, energia elétrica e água com medidores individuais vão orientar na economia doméstica. E a convivência, iniciada nos mutirões, continuará nos dois centros comunitários, no parquinho infantil e no belo jardim. Há ainda iluminação externa e transporte coletivo na porta.​

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