Minha Casa Minha Vida entrega 2,9 mil apartamentos em Maricá (RJ)

A presidenta Dilma Rousseff e a presidenta da CAIXA, Miriam Belchior, entregam, nesta sexta-feira (31), 2.932 apartamentos dos residenciais Carlos Alberto Soares de Freitas (1.460) e Carlos Marighella (1.472), em Maricá (RJ), a 63 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro.

“Essa entrega traz mais dignidade para 11 mil pessoas”, afirmou o gerente de Habitação da CAIXA no Centro Leste do Rio de Janeiro, Pablo Sarmento. Isso significa um benefício direto para um de cada quatro moradores da cidade de pouco mais de 40 mil habitantes.

Os dois empreendimentos do Minha Casa Minha Vida são destinados a famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil e receberam R$ 195 milhões em investimentos com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Os apartamentos têm 44,7 metros quadrados divididos em dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço.

Segundo o vice-prefeito de Maricá, Marcos Ribeiro, até 2008, antes do lançamento do Minha Casa Minha Vida, a cidade havia entregue somente 26 moradias populares. Dessa forma, as 2,9 mil unidades a serem entregues nesta sexta (31) têm significado simbólico.

“É uma carta de alforria. Muitos estão saindo do quintal da casa dos pais, de áreas de risco, do aluguel caro. Estamos cobrindo um atraso centenário, realizando o sonho da casa própria, o maior de qualquer pessoa”, afirmou ele.

De acordo com o Ministério das Cidades, 91,8 mil famílias do Rio de Janeiro já foram beneficiadas pelo Minha Casa Minha Vida, melhorando a vida a 367 mil pessoas, 2,9 mil delas em Maricá.

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CAIXA libera mais R$ 4 bilhões em crédito imobiliário para trabalhador com conta no FGTS

A CAIXA oferecerá mais R$ 4 bilhões para a compra de imóveis novos e usados em áreas urbanas de até R$ 400 mil por meio da linha Pró-cotista. Trabalhadores com conta ativa no FGTS poderão financiar um limite de 85% do valor da casa própria pelo prazo máximo de 30 anos a taxas de juros entre 7,85% e 8,85% ao ano.

Segundo a CAIXA, desde o início deste ano, volume de contratações da linha Pró-cotista somou R$ 1,35 bilhão. Os recursos adicionais foram liberados pelo Conselho Curador do FGTS, que definiu as condições em maio.

Para contratar o empréstimo, trabalhadores precisam ter conta no Fundo de Garantia com, no mínimo, 36 contribuições (3 anos), sejam elas consecutivas ou não. Quem não tiver contrato de trabalho ativo deve possuir saldo mínimo em conta vinculada equivalente a 10% do valor do imóvel a ser financiado.

Além disso, o trabalhador não pode ser proprietário de imóvel, nem ter empréstimo pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH). O limite de R$ 400 mil, restrito às operações com participação do FGTS, permite a compra de imóveis do Minha Casa Minha Vida, nas faixas 2 e 3, destinadas a famílias com renda entre R$ 1,6 mil e R$ 5 mil.

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Ex-morador de rua recebe imóvel do Minha Casa Minha Vida em Salto (SP)

Foi ao som de É preciso saber viver, música de Roberto e Erasmo Carlos, que 160 famílias de Salto (SP), cidade de 106 mil habitantes na região metropolitana de Sorocaba, receberam seus apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida há uma semana. Para um morador em especial, Gentil Morello, a trilha sonora não poderia ser mais apropriada.

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Gentil reaprendeu a viver. Por muitos anos, o aposentado foi morador de rua na capital paulista. Viciado em bebidas alcoólicas, ele não sabe precisar quanto tempo morou nas calçadas de São Paulo. “Para quem um dia foi mendigo, é uma grande coisa, né?”, afirmou ele, ao descrever a emoção de receber as chaves de sua casa própria.

Agora casado com Alderina Morello, pai de três filhos e recuperado, Gentil pretende reescrever seu futuro no Residencial Rio Branco 2, destinado a famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil mensais. “Minha vida mudou da água para o vinho. Mas sempre tem como melhorar, é só batalhar”, disse.

Até então, a família Morello morava de favor na casa da mãe de Alderina. Agora, pagará prestações de R$ 75 por um apartamento de dois quartos avaliado em R$ 70 mil pela CAIXA. “Vou procurar ser bom vizinho, ajudar no que puder. Se cada um ajudar o outro, vai tudo bem”, promete Gentil Morello, hoje coordenador de um grupo dos Alcoólicos Anônimos em Salto.

Em seu discurso durante a entrega do residencial Rio Branco 2, a presidenta da Caixa, Miriam Belchior, destacou a importância do programa na vida dos beneficiários. “O Minha Casa Minha Vida não constrói só casas, ele constrói também novas vidas.” Gentil é prova viva disso.

 

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