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Dona Maria troca moradia sem banheiro e água encanada por um imóvel do Minha Casa Minha Vida em Capanema (PA)

Há oito anos, a pescadora Maria José Magalhães decidiu deixar a pequena São João de Pirabas, cidade de 16 mil habitantes do litoral do Pará, rumo a Capanema com a esperança de encontrar melhores condições de vida. Demorou, mas um de seus maiores sonhos ela conseguiu realizar nesta segunda-feira (30).

A faxineira Dona Maria, hoje com 55 anos, recebeu as chaves de uma das 1.032 moradias do residencial José Rodrigues de Sousa, empreendimento do Minha Casa Minha Vida entregue pela presidenta Dilma Rousseff e a presidenta da CAIXA, Miriam Belchior.

“Agora que consegui a minha casa, muita coisa vai mudar na minha vida”, diz ela. Até então, dona Maria, seu companheiro e o filho moravam numa pequena casa de um quarto sem banheiro e nem sequer água encanada. Para tomar banho, cozinhar e ou beber água potável, Maria contava com a bondade de uma vizinha. “Ela enchia os meus baldes de água para me ajudar”, diz.

O banheiro era uma latrina improvisada no terreno da casa, onde a ligação de luz só chegou oficialmente lá há dois meses. Antes disso, o fornecimento de eletricidade dependia de uma ligação ilegal. “Tivemos de fazer um ‘gato’, mas agora está tudo nos conformes”, explica dona Maria.

Apesar das condições precárias, o aluguel custava R$ 80 mensais, um valor considerável para quem ganha R$ 30 por dia quando há faxinas para fazer – o companheiro, ajudante de pedreiro, não tem trabalho fixo.

A prestação do Minha Casa Minha Vida será de R$ 25, um terço do antigo aluguel. Além do acesso a condições mínimas de higiene, Maria já sabe como aplicará o dinheiro extra no orçamento doméstico . “Vou usar estes R$ 55 para comprar comida, para a gente sobreviver”.

 

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Minha Casa Minha Vida permite que Osasco leve adiante plano de reurbanização

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O Residencial Flor de Lis, no Jardim Belmonte, zona Sul de Osasco, ilustra como o impacto provocado pelo programa Minha Casa Minha Vida vai muito além da redução do deficit habitacional.

O conjunto, construído com recursos geridos pela CAIXA e entregue neste sábado (28), faz parte de um projeto muito maior, que promete mudar profundamente a infraestrutura de Osasco, na Grande São Paulo.

As 300 famílias beneficiadas, todas com renda mensal inferior a R$ 1,6 mil, trocaram moradias em áreas de risco nos bairros Rochdale e Jardim Santa Rita, na zona Norte da cidade, a 20 minutos de carro, por chaves de apartamentos de dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço, distribuídos em área de 47 metros quadrados.

“O Minha Casa Minha Vida tem uma outra enorme vantagem que é viabilizar urbanizações de favelas em que é necessário realocar uma parte das famílias para se abrir vias, instalar equipamentos urbanos ou canalizar córregos, como é o caso de Osasco”, afirmou a presidenta da CAIXA, Miriam Belchior.

Nas palavras do prefeito de Osasco, Jorge Lapas, o residencial Flor de Lis não simboliza apenas o sonho de moradia, mas o sonho de uma cidade. A entrega deste sábado é mais uma etapa dentro do plano de renovar a zona Norte da cidade, com projetos tocados com recursos do PAC 2.​

O primeiro grande projeto é a reurbanização do Rochdale, orçado em R$ 200 milhões. Duzentas famílias do Flor de Lis vieram de uma favela instalada no bairro, cujo nome homenageia a cidade inglesa que é considerada um exemplo de cooperativismo, mas que hoje é lembrada apenas pelos constantes alagamentos a cada chuva mais forte. Continue lendo

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Moradores de Osasco trocam área de risco por condomínio bem equipado

Há 19 anos, Josefa Maria de Amorim e o marido partiram de Alagoas atrás de uma vida melhor em São Paulo. Durante todo este tempo, o casal morou numa favela no bairro Rochdale, zona Norte de Osasco, na Grande São Paulo. O sonho ganhou um novo capítulo neste sábado (28), com a entrega das c​haves do residencial Flor de Lis, do Minha Casa Minha Vida, no Jardim Belmonte, zona Sul da cidade.

Apesar de ter criado os seis filhos num barraco transformado em casinha de alvenaria do Rochdale, a dona de casa de 53 anos disse não ter sentido nenhum remorso em trocar a comunidade, uma área de risco em que alagamentos são comuns a cada chuva mais forte, pelo apartamento novinho. “Para mim, ​é muito importante sair da favela”, afirmou ela, que espera muitas visitas dos seis netos – o sétim​​​​o está a caminho – no novo endereço.

​A primeira visita, no entanto, foi da presidenta da CAIXA, Miriam Belchior, que conheceu de perto cada cômodo. Dona Josefa elogiou tudo, adorou a iluminação interna e deu sugestões para manter o condomínio sempre limpinho. O ponto alto da visita foi a pequena varanda. “Meu sonho de consumo sempre foi ter uma varanda. Achei este um dos cuidados mais importantes deste condomínio muito bem construído”, elogiou Miriam.

O residencial tem 15 blocos de 20 apartamentos, quadra, parquinho, salão de festas e estacionamento descoberto. A localização também foi apontada pelos novos moradores como um fator positivo: o condomínio é bem servido por transporte público; há escolas e posto de saúde nas redondezas. Continue lendo

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