Minha Casa Minha Vida Rural supera em maio metas previstas para 2013

O Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) tem superado as expectativas. Até maio de 2013, a previsão é de que o programa alcance a meta de contratações prevista para todo o ano, que é de 60 mil unidades habitacionais contratadas.

O PNHR, ou “Minha Casa Minha Vida Rural”, foi criado em 2009, juntamente com o programa Minha Casa Minha Vida e destina-se a reduzir o déficit habitacional na região rural do país. De acordo com a Superintendente Nacional de Habitação Rural da Caixa, Noemi Lemes, a criação de um programa específico para a zona rural tornou-se necessária, devido às especificidades da área rural em relação à urbana. Noemi citou algumas delas:

  •  Logística diferente. A construção de casas na área urbana é feita a partir de grupamentos, enquanto na zona rural costumam ser individualizadas. “Pela especificidade da área rural, as construções do PNHR são mais isoladas, pois no campo as residências costumam ter uma maior distância umas das outras, às vezes vemos casas no campo com distância de até 100 km entre uma e outra”, explica Noemi; 
  • As distâncias e as formas de chegada do material precisam ser consideradas. “Principalmente na região Norte, em que o acesso a determinados locais somente é possível por meio de embarcações. “Na região norte, o acesso é muito dificultado, mas ainda assim a CAIXA também está presente lá com o PNHR”, ressalta Noemi; 
  • A construção das casas obedece a especificidades culturais e de clima. Há diferenças nas habitações para comunidades indígenas e quilombolas, por exemplo. 
  • A renda considerada tem apuração diferente. “Na região urbana, considera-se a renda mensal, pois se segue o padrão de salário. Na área rural, no entanto, a apuração é feita por safra”, comenta a superintendente; 
  • Na zona rural, o terreno em que será construída a habitação nem sempre tem a sua documentação regular;
  • Normalmente, a família beneficiada pelo PNHR já mora no terreno em que a habitação será construída, o que difere da zona urbana que costuma retirar as famílias do local onde estavam.

Segundo a superintendente, o Governo Federal e a Caixa Econômica Federal construíram medidas que levaram em conta as peculiaridades da zona rural descritas acima e foram estas medidas que possibilitaram o aumento do volume de contratações. Até fevereiro de 2013, as contratações do PNHR atingiram 3,3 mil unidades (ver quadro). “No início de 2013, o programa já registrou um volume de contratações três vezes superior ao que foi registrado no mesmo período de 2012”, destaca Noemi. “Isso também aconteceu em 2012, quando tínhamos a previsão de atingir 15 mil unidades contratadas e, no entanto, foram contratadas mais de 40 mil”, ressalta.

MCMV RURAL

Fonte: CAIXA

 

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